EBAL & Ed. Abril,
Superman e Mogul e, por fim,
você e o “Mundo Bélico”.

A EBAL era a editora brasileira que publicava as séries e personagens do, hoje famoso, Universo DC, acho que fluminense. E como a grande maioria das empresas brasileiras desapareceu e os direitos de publicação deste conteúdo foram adquirido pela Ed. Abril, que também desapareceu. Em meados dos anos de 1980 as bancas, sob a nova editora, começaram a distribuir os ainda “gibis”, o antigo formatinho de Batman, Superman e Universo DC. E como todo o projeto editorial as primeiras publicações foram das melhores estórias daquela época.

A edição nº 2 do Superman, aqui no Brasil Super-Homem, foi “O Mundo Bélico”. Onde uma das nêmesis do Superman em vários arcos, era nesta história Mogul, último descendente de uma raça guerreira alienígena que tinha construído um planeta artificial, maior do que o Sol, chamado “Mundo Bélico” como ápice daquela civilização e levar a guerra a todos os confins do Universo. É claro que sem risco nenhum de sofrer uma derrota.

O enredo até este ponto é comum e se repete no cinema e na vida real.

Mas a estória começa a ficar interessante quando o argumento que o “Mundo Bélico” está vagando perdido pelo Universo há milênios, sem nenhum de seus ocupantes vivos. O que será que aconteceu? Por que todos desapareceram?

Conforme a estória avança, Mogul vence o Superman na primeira batalha e assume o controle do “Mundo Bélico”, a partir de um trono e um capacete que liga o controle de todo o planeta artificial direto à consciência de que o veste. Enquanto, o Superman tenta escapar da “armadilha” em foi colocado, Mogul avança pelo Universo com o “Mundo Bélico”.

Agora vem o grande momento de decisão!

Ao voltar o Superman percebe que, novamente, o “Mundo Bélico” está à deriva no espaço e, ao se aproximar mais ainda, vê Mogul morto no trono de controle. O “Mundo Bélico” havia sugado toda a energia vital de Mogul, que em êxtase não percebeu o que estava acontecendo e simplesmente se esvaiu completamente. Assim como havia acontecido com todos os outros de sua raça anteriormente, até que não sobrasse mais nenhum. Nem a História deles.

A reflexão aqui é que nossa realidade, a cada dia que passa, começa a se encaixar neste enredo, até o ponto em que não saibamos mais a diferença do que é real, ou virtual. E deixemos nossa energia vital se esvair em posições de controle efêmeras.

Não preciso dizer sobre o paralelo com a Inteligência Artificial em nossos dias, o comportamento do presidente norte-americano e que o Mogul renasce em outras estórias. Um bom personagem nunca pode ser descartado, herói ou vilão.

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